Ex-governador não tem participado de atos em prol do petista. “Não vamos pressioná-lo”, afirmou o coordenador da campanha do presidente no ES

Candidato ao Senado, o ex-governador Renato Casagrande (PSB) deixou bem claro, desde o final de julho, que o nome que apoia na disputa pela Presidência da República é o do presidente Lula (PT). Na ocasião, ele lembrou que o vice do petista, Geraldo Alckmin, é do PSB, mas não teceu muitos comentários a respeito dos predicados de Lula para ser reconduzido ao cargo.
De lá para cá, o ex-governador também não participou de atos pró-Lula. O comportamento é similar ao adotado pelo socialista em 2022, quando disputou a reeleição ao Palácio Anchieta e declarou voto no petista, mas não se engajou na campanha.
Aliás, em 2022, Casagrande até deixou rolar o extraoficial voto CasaNaro, ou seja, dos que optaram por votar em Casagrande para o governo e Jair Bolsonaro (PL) para o Palácio do Planalto.
Durante sabatina realizada por A Gazeta e Rádio CBN Vitória, nesta segunda-feira (14), o ex-governador afirmou que faz campanha “no dia a dia” para os candidatos que endossa, “não num ato, um grande evento”.
Não se mostrou um cabo eleitoral entusiasmado quando o assunto é Lula
Nem deu certeza se participaria de um eventual ato de campanha que contasse com a presença do presidente da República no Espírito Santo: “Isso vai depender das agendas. Vamos ver como é que vão se comportar as agendas nesse tempo”.
Não há previsão de Lula vir ao estado.
Casagrande também ressaltou, durante a sabatina, que está “numa coligação ampla, que não tem só um candidato a presidente da República”.
Nove partidos compõem a coligação “Agora é o futuro”. Entre esses, PSB e PDT estão no palanque de Lula; o Agir apoia Augusto Cury (Avante) e os demais estão neutros: MDB, Podemos, PSDB, Cidadania, União Brasil e Progressistas.
Mas alguns dos apoiadores de Casagrande filiados a siglas adeptas da neutralidade já escolheram um lado. É que esses partidos não impedem as manifestações individuais de seus membros, embora não adotem uma posição oficial.
O prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio, que é presidente estadual do MDB, por exemplo, afirmou à coluna que a tendência é ir de voto RicaNaro. Votar em Ricardo Ferraço (MDB) para governador e Flávio Bolsonaro (PL) para presidente.
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